Atos 29




¹ E tudo que era referente ao Senhor Jesus Cristo impactava e impulsionava o povo a buscar conhecer o verdadeiro Deus  e fazê-lo conhecido.

  O Versículo 2 pode ser escrito por você, verdades imutáveis atravessam o tempo e  as fronteiras, se essa verdade nos alcançou e se tornou nossa razão maior, foi porque homens ousaram obedecer e obedeceram porque conheceram Áquele que veio em nome do amor. 
  Os apóstolos creram e por isso estenderam o Reino de Deus, apesar de todas as adversidades, eles tinham uma palavra, uma promessa e uma ardente expectativa, assim eles perseveraram, foram cheios, enviados, pregaram, curaram, romperam limites geográficos, foram presos, julgados, condenados, perseguidos, apedrejados,  naufragaram e alguns  morreram, em todos os sentidos.
  Nosso tempo é favorecido pela velocidade com que as informações nos chegam, mas carente da mensagem da cruz, esse é o nosso desafio, sermos recebidos por bárbaros, onde quer que sejam suas ilhas e ao sermos acolhidos, “pregarmos, com toda intrepidez, sem impedimento algum e ensinar as coisas referentes ao Senhor Jesus Cristo”.
Pedro, João, Barnabé, Estêvão, Felipe, Paulo e muitos outros, foram chamados e enviados para fazer discípulos de todas as nações e consequentemente escreveram  a história da Igreja primitiva,  se o IDE é para todos, chegou a nossa vez de escrevermos a história da igreja contemporânea.
2  ...

  Atos 29 não está na Bíblia, mas não significa que não existe, somos nós os escritores deste capítulo...

*publicado em 09/06/2014 no Blog: Jocum Sertão Comunica

"Eles não são evangélicos"


          Faz alguns anos que ouvi alguém pregar e no meio da mensagem falou: “as pessoas sabem o que os crentes não podem fazer, mas não sabem o que os crentes podem fazer”. Hoje sei muito melhor sobre o que ele tava falando, do que naquela época. Afinal, as pessoas sabiam o que eu não podia fazer, mas nem eu sabia o que podia fazer por ser cristã.
Quanto mais perto de Deus eu chego, mais eu percebo sua imensidão, não tem como associá-lo com um título que segrega religião, não tem como limitá-lo, mas foi tudo o que o “não pode”, “assim não mais”, "quem é crente faz desse jeito.", fez, colocou o Infinito dentro do minúsculo, rotulou os crentes e ignorou o Criador.
Os rótulos limitam tanto, engessam e professam falsas verdades, essas guiam de maneira escandalosa, a maneira de ser das pessoas, são elas que anulam a liberdade ou trazem escândalo para algo normal, elas ditam os cortes de cabelos, as roupas e a maneira de falar das "tribos", elas roubam dos outros o direito de ser quem são.
Outro dia uma amiga, missionária, alguém que ama o fator "conhecer a Deus e fazê-lo conhecido” estava no mercado, havia uma senhora numa das seções, quando a viu, fez uma pergunta bem direta, como toda e qualquer nordestina: “Você é daqui?”, “eu estou morando aqui (Crato), mas sou do Rio”, então ela perguntou o que ela veio fazer aqui, vinda de tão longe, minha amiga explicou que é missionária, em alto e bom som, misturada com a cara de espanto perguntou mais uma vez:  "você é crente? Com esse cabelo exagerado?", minha amiga é alta, extrovertida, usa um cabelo Black vermelho, entre risos,sabiamente respondeu:  “Jesus é exagerado”.  Quase que chocada pela resposta a senhora insistiu: “me dá um exemplo do exagero de Jesus",  “exagerado em perdoar em amar, em humildade, exagerado em quebrar padrões e época  ( como sentar com a Samaritana)." Jesus causava, rs. Ela ficou pensando, disse que ficou feliz em saber o que aquela missionária  fazia e pediu oração, agradeceu a conversa  e se  despediram com um abraço. 
A crente estranha,  contrariou o esteriótipo daquela senhora, não apenas pelo físico, mas pela resposta, os minutos que ela parou pra pensar, a levou para refletir e reconheceu que as atitudes de Jesus eram diferentes da que ela esperaria, das que ela ouviu falar, só Deus sabe por quantos anos.
Os rótulos cegam, tornam as pessoas preguiçosas e rasas, foi fácil criar uma imagem ideal de Jesus, quando ele chegou, contrariando, causando, era diferente demais do padrão montado pelos religiosos, eles não enxergaram, não pararam pra pensar um pouquinho, ou se fizeram, preferiram ficar com a velha opinião, Jesus é a Verdade, a Luz, o Caminho e a Vida, é impossível que não haja profundidade nEle, que Ele não nos leve à Deus, chegar perto de Deus, como Ele realmente é, e não como pensamos que É.
O maior desafio, não é se despir do rótulo, é não firmar compromisso com eles, Jesus me ensinou, quando Ele diz que veio para cumprir a palavra de Deus e não para banir, que fazer a vontade de Deus, é arriscado demais, radical e contrariador. É profundo demais pra medir, é santo demais para ser sujo, é imenso para caber num achismo, numa cultura, num molde.  
Há pouco mais de uma semana, viajei para uma pequena cidade e entrando num estabelecimento, pedimos informações sobre uma equipe de missionários que estava para chegar numa igreja, a moça que nos atendeu, ao dar informações, liberou uma frase: “chegou um pessoal aí hoje de manhã, mas eles não são evangélicos, não.”
Sabe a contradição maior, que meu silêncio e meu riso acentuaram, a moça do cabelo vermelho estava comigo, sorriu, pensou o mesmo que eu, sorrimos juntas, eles são crentes sim, e a moça que nos informou, também, como eu sei? O rótulo, ela se movia em cima do esteriótipo de um crente tradicional.
 Uma das formas mais escravizadoras de lidar com pessoas, é trazer jugo, é ditar, professar e eternizar regras que não concordam com os princípios, simplesmente, porque ensinar exige esforço, ensinar a pensar, agir, e antes de tudo tornar verdade em sua própria vida, do que adianta uma cidade inteira saber que eu sou crente, mas não saber nada sobre Deus? Sabem como “devo” me vestir, mas não sabem o que significa ser cristão, como eu disse antes, eu também não sabia, estava ansiosa pelo modelo, pelas regras, mal sabia eu, que elas são consequências, não causas, que não são seguras, resumem, mas nem sempre são claras.
Sou grata por ter oportunidade de mergulhar e saber que só enxergamos a ponta, a base é muito mais interessante e libertadora.

O Olhar de um Estrangeiro

 
    Todos os que saem, correm riscos, o risco de não ir tão longe, ou ir longe demais, de ter todas as expectativas frustadas ou superadas, ter os planos mudados radicalmente, ou não ter planos, quando eu saio, eu corro muitos riscos, sempre!
    Foi num desses dias andando pela montanha da vila de Wozi( Les Cayes - Haiti), que rasguei meu coração pra Ele, lembrei sobre o antes, sobres as idéias, a viagem e a realidade, disse pra ele sobre tudo o que eu estava sentindo por não conseguir comunicar com clareza, pelas vezes que oramos esperando ver tecidos sendo reconstituídos, pelas vezes que perguntei porque as passagens ainda não foram quitadas, porque estávamos sem dinheiro para água, comida, remédio, tantas perguntas, dúvidas, dor...
   Ele andou comigo em silêncio, estava no verde da grama natural, na água do rio que atravessei, nos sorrisos e "bonswas" que recebi, nas ovelhas que se alimentavam, nas experiências dos meus companheiros de equipe, no conhecimento dos livros sobre cosmovisão, transformação e Jesus,e principalmente, Ele estava nos textos bíblicos que lia todas as manhãs, estava nas entrelinhas, em todos os versículos, no ar, em tudo, mas por muitos dias, não o enxerguei...
   Depois de dias esmurrando o ar, que por muitas vezes não foi gelado, eu me rendi, eu ouvi, era uma verdade calma e profunda, "se olhar demais para os seus braços, não vai ver a beleza...", eu respirei, processei tudo que fizemos juntos, ás vezes que andei sem dar atenção à presença e à vontade soberana dEle, lembrei dos erros que cometi por não ouvi-lo, lembrei de tudo o que fiz do meu jeito e o quanto cansei por isso, foi o meu cansaço que gerou uma camada densa de insensibilidade na minha mente, então, parei de perceber o que era óbvio.
   Sentei, conversei com Ele, pensei em estar na terra prometida com o coração longe, perverso, me arrependi, Ele me recordou de tudo que ouvi, vi e vivi, do quanto Ele É, enxerguei a fidelidade dele nas doações de alimentos, frutas, que chegaram exatamente nos dias que nossa comida estava no fim. O amor dEle em cada abraço, a Soberania em cada palavra que se cumpriu, a Inconformidade em cada sentimento que brotou em nós para fazermos a diferença, eu o enxerguei, me senti à vontade e em casa, Ele tornou a minha mente limpa e clara, me ajudou a reorganizar as idéias, trouxe leveza para os meus pensamentos, me recordou que onde estiver, lá será meu lar, depois da nossa longa conversa, se não fosse a língua, alguns costumes e "ei! blan", eu não me sentiria estrangeira...
   No processo de relacionamento, é natural começar à enxergar de uma maneira diferente, a maneira que aquele que anda próximo, enxerga, quando Deus me falou sobre não ver beleza, lembrei dos detalhes que olhei, mas não enxerguei, lembrei do que vi e vivi com Ele, busquei os olhos dEle, entendi que há muito mais técnica e automatismo em mim do que é necessário, renunciar nossa forma de fazer e ver, é a maneira mais confiável para começar a ver como Ele vê, o olhar dEle, não é de alguém que vai passar menos de 2 meses em um lugar, de alguém que quer fazer mais do que usufruir, de alguém que se preocupa com o amanhã por não conhecer o caráter de Deus, não é o olhar de um estrangeiro,  que está apenas semeando e conhecendo enquanto anda, é o olhar de um nativo, íntegro e Fiel, Firme, Convicto e intenso, um alguém que enxerga, além do que se vê.
    Voltei pra casa tentando enxergar mais como uma nativa do que como uma estrangeira, nativos enxergam além, se reconhecem, se relacionam, familiarizam-se, não passam apenas, Jesus era um estrangeiro que enxergava como nativo, Ele me ensina, me instrui, me dá a oportunidade de ver como Ele, de se mover em favor de... de viver cada dia como se fosse o primeiro ou o último, de se doar, de aproveitar os detalhes, de olhar além dos braços e ver beleza...
    Ser estrangeiro, proporciona a imensurável alegria de dar ao o outro um pouco do meu olhar, posso ensinar a palavra mais corriqueira do meu dia na minha língua e arrancar o sorriso da descoberta, posso contar como é minha cultura e inevitavelmente arrancar espanto, curiosidade, surpresa, posso ouvir dos nativos, o que a grande mídia nunca vai contar.
    Estar em terras desconhecidas, algumas vezes sem saber por quanto tempo, aguça meu olhar, minha percepção, aprender a ser prático, exige que eu aprenda a viver como, sem esquecer de onde vim, aprender a reter tem sido uma das melhores partes de peregrinar. Em pouco tempo, sempre se quer muito, uma vez um professor de literatura contou-nos que aprendemos a apreciar os detalhes quando corremos o risco de perdê-los.
   Como estrangeira, gosto de descobrir, gosto de fazer parte, mesmo sem raízes.
   À quem peregrina, à quem a alma grita sabendo que está de passagem, Aos estrangeiros, aproveitem a viagem, na estrada, a gente se encontra...

Artes e Missões



   Um dia um dos imperadores romanos disse: “dê ao povo pão e circo”, apesar de ter sido um grande lance, que deu muito certo, foi um baita banho de água fria no senso de justiça e uma subjugação das artes.
   O pão conformaria e o circo entreteria, a autoridade de Deus não almeja bloquear a visão e a força de um povo, nem usar dons e talentos para ludibriar e alienar a multidão.
   A Bíblia diz que não temos nada de bom que não tenha sido dado por Deus, e as artes estão inseridas no baú dos tesouros do Pai, ninguém tem dons e talentos para serem artistas de Deus, não é de gente que malabarisa, coreógrafa, canta, pinta, toca e se utiliza de inúmeras formas artísticas, que Ele precisa, mas sim de gente que prega fazendo tudo isso e faz tudo isso pregando.
    Aplausos e gritos eufóricos não são o maior objetivo de um cristão que entra na arena e usa suas ferramentas artísticas, aliás, se isso é a ambição de um missionário, os valores devem ser revistos, as motivações sondadas e os princípios reavaliados, ferramentas são essenciais, mas não são a essência.
   A criatividade ilimitada de Deus foi inspirada em nós para levarmos o fôlego dEle mais longe e inspirar outros. Quando uma tarefa é proposta, espera-se que ela seja cumprida com êxito, na parábola dos talentos, Jesus deixa bem claro que se você tem um dom deve desenvolvê-lo, não guardar, nem enterrar, esconder ou anular, mas desenvolver, se para isso for necessário treinar, estudar, aprimorar, inovar, então que haja disciplina, foco, oração e fé.
   O criador de todas as artes não nos deu um palco, nem o determinou como ponto de chegada, mas nos deu armas para conquistar nações, se malabarisar, coreografar, cantar, pintar, tocar e “artisar” forem estratégias, use-as e faça a alegria de quem o argimentou, entregue pra Deus os talentos que Ele lhe confiou, multiplicado por dez.

Publicado originalmente em "Rart Missões", em 14/06/2014

Viver é correr riscos!

    
Foi no meio do ano passado, que a questão de correr riscos ficou evidente pra mim, eu ouvi e meditei sobre isso, parece meu novo chavão, de tanto que isso está latente nas minhas conversas, hoje eu ouvi uma moça me falar que está com medo do que está por vir, e incrível, mas veio na minha cabeça, "viver é correr riscos (rs!)", falamos acerca do medo e do quanto ele é normal, o que ele não pode fazer é roubar a minha oportunidade de viver o novo, é a primeira semana do ano, e há quem diga, que temos 365 oportunidades (agora 359), para aproveitar, o medo estará acerca delas, todas as vezes...
    O medo não é uma resposta, favorável ou contrária, é sentimento, por vezes enxertado de nossas emoções e de tudo o que passa em nossa cabeça, a cada decisão. Em sequência vem a escolha, a de permanecer ou a de correr o risco, de tentar, em se tratando de decisões, tudo se torna subjetivo, abstrato, ainda que conselhos, experiências e cabelos brancos indiquem o caminho, decidir nunca é fácil, também não acredito que a melhor escolha é aquela suportada pela calmaria, pelo conforto.
    Foi numa situação chata, antes de uma viagem importante, que entendi que o sobrenatural de Deus não anula aquilo que é natural, muitos milagres aconteceram para que eu fizesse aquela viagem, não seria a perca dos meus documentos que anularia os milagres, fiquei quase uma semana resolvendo tudo para viajar, entrou no meu percurso o banco, em lugares de espera, aguço características comuns da tentativa de não perder tempo, observar, sorrir, ouvir, ler, escrever, enfim, chegou minha senha, enquanto aguardava o boleto, o bancário me fez perguntas acerca da minha profissão e tal, respondi e no final falei o quanto minha vida mudou e do rumo novo que a minha vida tomou,  " com olhos "arregalados"(como falamos aqui no Nordeste), ele olhou para mim e citou um psiquiatra, que em outras palavras disse: " quem não corre riscos não sabe o que é viver.", me apoiou.
     Saí de lá e sentei ao lado de um rapaz, enquanto conversávamos, falamos sobre a faculdade dele e o curso que está fazendo, no final, quase como o grito de Wiliam Wallace em coração valente, " eu não gosto desse curso, tô fazendo, porque tô" (" L i B e R d A d E..."), eu respirei, olhei pra ele, resumi em mim as bilhões de coisas que vieram a minha língua e disse: "se não fizer o que gosta, é perca de tempo, vai ser um fardo, te encorajo a tentar, corra o risco.", ele sorriu, baixou a cabeça, eu calei, baixei a cabeça, pensei e  processei (tô fazendo isso até hoje...).
     Quando enfim cheguei no tal lugar da viagem, num dos dias da meditação, me deparei com a história dos 4 leprosos, às portas da cidade,  e o interessante diálogo entre eles,  me parece que ali havia medo, apatia e conformismo, mas também havia ousadia, esperança, e a coragem de correr o risco de uma escolha, eles iriam morrer, se permanecessem ali, destino mais do que certo, o risco estava em entrar na cidade, a esperança,  de conseguirem alimento, e foi exatamente o que ocorreu, se depararam com a vida, atraíram sobre muitos o cumprimento de uma promessa. se eles não arriscassem, se permanecessem naquilo que eles tinham como destino, se apenas seguissem o curso estável, normal e "seguro", seriam apenas mais 4 leprosos, que de fato viveriam sem sentir. ou morreriam sem sentir.
      Correr riscos tem mais a ver com se lançar no invisível, crer e dar passos de fé, do que tomar uma atitude irresponsável, arriscar-se é ser ilógico, mas convicto, ouço muito no contexto que vivo, "obedecer dói", dói mesmo, essa frase trás à luz o que vivemos na pele, Deus chama, se responsabiliza, indica o caminho e vem junto, mas, Ele deixa claro, "Seja forte, seja corajoso"(não vai ser fácil...), por isso que dói, perdemos o controle, vivemos um dia de cada vez, nos arriscamos,quando aceitamos um desafio, nos preparamos para a dor, as internas, existentes, criadas, externas, impostas, pensadas, o desafio vem, aceitamos ou não.
     Sempre ouvi dizer que andar com Deus, gera vida, escolher andar com Deus, é uma escolha arriscada, é escolher se alimentar do que sai da  boca de alguém que eu não vejo, mas sinto, isso é arriscado demais, mas é empolgante, é confiável, e para ser bem sincera, não é seguro, não é estável, não há garantia de conforto, calmaria, sombra e água fresca, mas há paz, aquela que excede a todo entendimento, se eu puder deixar um conselho, dá um toque: corra riscos, viva!!!
    
     
     
    
     

Para a liberdade!

 
     Eu lembro perfeitamente do testemunho que vou contar, porque eu o visualizei e desejei em mim, ouvir e viver isso mais vezes, não ouvi da autora da história, mas ouvi de uma testemunha, há alguns anos, uma obreira da Jocum Sertão pregou para um senhor durante a romaria, ele morava em outro estado, o que é bem comum entre os romeiros, aquele homem aceitou a Jesus, fez a oração de confissão e foi embora, cerca de um ano depois, aquela mesma obreira estava pregando a outros e sentiu alguém tocando em seu ombro, quando virou olhou para um homem, que a recordou de quem ele era, usando a  seguinte frase "lembra de mim? ano passado você me falou de Jesus, e eu vim esse ano só pra dizer que tô na igreja, que tô firme com Jesus.".
    São por experiências de conversão genuína que temos orado, são por voluntários dispostos a investir tempo e/ou aproveitar o pouco tempo, para apresentar àqueles que se sacrificam no processo de busca por algo que os sacie, a fonte, onde depois de provar, eles nunca mais terão sede, Jesus.
      Jesus  quer mais do que suprir nossas necessidades, o que  Ele quer, é que em nós, também fluam rios de água viva, que sejamos cooperadores com Ele, que tenhamos foco, objetivo e certeza profunda de quem Ele É. 
     A palavra que Deus deu para esse impacto, é uma palavra motivadora, e que atraiu a reflexão sobre as promessas daquele que nos chama e nos envia, há uma promessa acerca do Espírito de Deus sobre nós, porque nos ungiu para pregar o evangelho, enviou-nos a restaurar os que se arrependem, a proclamar a liberdade aos que estão cativos, a abrir a prisão a quem está preso, preso no engano, e no entendimento superficial da graça e do sacrifício(Isaías 61:1). 
     Nós temos sido desafiados a sermos ousados e agirmos com autoridade no nome de Jesus, entendemos que tanto ousadia quanto autoridade está muito baseado no quanto cremos, no quanto o que pregamos é verdade em nós, Isaías 61:1, é uma palavra para nós antes de tudo, tempo de andar e tempo de convidar outros para dividirem a estrada. 
        Foi a palavra de Deus que em um ano restaurou a vida de um homem que se sacrificava em seus cativeiros,  foi a proclamação da liberdade que atraiu alguém para a fonte, o amor é a certeza de que ainda que demore, a gente sempre se encontra ao longo da jornada...


           

É bom ser crente!

    
"Ao passar pela frente da casa de seu Donato dou boa tarde para ele e me responde com "a paz do Senhor!",  perguntei para ele como sabia que eu era crente, ele falou: "porque você está naquela casa"(ele ficou sabendo que havia chegado crente ali por outra pessoa, risos), Perguntei a quanto tempo ele era crente e ele falou que aceitou Jesus em 1978, por sinal a melhor decisão de sua vida. Contou que sua esposa era crente e que não gostava que ninguém pregasse para ele. Um dia sua esposa foi para um culto e deixou ele em casa com o seu primeiro netinho (Lindoval). Uma certa altura seu Donato convidou seu netinho para ir à mata cortar lenha, ao chegar na mata, depois de haver cortado a lenha, quando estava amarrando o feixe, seu netinho, que estava brincando enquanto seu avô trabalhava, perguntou: "vô! o senhor é crente?" Ele olhou para criança e respondeu: "Não!", a criança retrucou: "Vô! vai ser crente, é bom ser crente." Depois disso ele abandou o jogo, o fumo jogou fora e aceitou a Jesus. Ao terminar de me contar a história de sua conversão, chorou, e disse: "toda vida que lembro dessa história me emociono.""

#Históriasdepratico
#etedjocumsertao




Bruno Vieira

Separado desde sempre para plantar, regar e colher em terras sertanejas.

Os pés de um forasteiro


E então, Ele tem nos falado há anos, que nessa terra somos forasteiros, peregrinos, missionários. Esses dias tenho lembrado muito e muitas vezes, da menina que nem sabia quem era Jesus, quando se apaixonou por mapas e se enxergava com uma mochila nas costas andando por aí, dos filmes que falavam acerca de pessoas que saíam de suas casas para terras desconhecidas para enfim viver uma missão, para fazer a diferença onde haviam se proposto, lembro de filmes como “Diários de motocicleta”, “O jardineiro Fiel”, “Jornada pela liberdade”, são filmes inspiradores, sobre heróis fictícios ou não, que ascendiam em mim um desejo enorme e intenso de sair de casa e mudar o mundo, de lutar por coisas maiores.
 Quando conheci Jesus, entendi que Ele mais do que ninguém, era um herói atípico, afinal de contas, era humano demais, o que os heróis não costumam ser, ele também era apaixonado por mapas, mochila nas costas, ou não, línguas e povos, o mais importante forasteiro e o missionário mais inspirador. Em Jesus percebi que ele nunca saiu de casa para cumprir um ideal dele, ou de uma empresa, mas o plano de seu Pai, que envolve mudar o mundo, tanto é, que Jesus dividiu a história, que até quem não o conhece se sente constrangido com seu amor, seu sacrifício, sua vida e sua história. E que plano é esse que tanto falamos? Na verdade bem verdadeira, não sei qual é o seu, estou descobrindo qual é o meu ainda, o que já sei é que o plano dEle pra minha vida, envolve ser forasteira.
Há alguns dias tenho pensado em algumas palavras que fala acerca dos peregrinos, o nosso tempo aqui é tão rápido, e provavelmente por isso Pedro falou para nos abstermos daquilo que luta contra nossa alma. Os forasteiros são como missionários, ou os missionários como forasteiros, ou missionários são forasteiros e forasteiros são missionários, eles sabem que vão sair de “casa” a qualquer dia, nem sempre sabem para onde vão, nem quanto tempo estarão longe, não sabem onde pisarão, as famílias que conhecerão, as pessoas a quem marcará e as que os marcarão, as histórias que os farão chorar e rir em demasia, as situações e circunstâncias que vão doer tanto que vai ser inevitável não se sentirem inúteis por algumas horas, não sabem a generosidade que os aguarda nas casas mais simples, o quanto a comida mais estranha que lhes oferecerão é o prato preferido de quem mal tem o que comer, não sabem os sorrisos e as lágrimas que lhes serão dedicadas na chegada e partida.
Não sabem quando terão que sentar nas calçadas para ouvir histórias cabulosas e permanecer sendo fortes, não sabem quantas crianças os admirarão e serão inspiradas, não sabem o quanto seus dons ou coisas que faz pra distrair, agregará pessoas às suas vidas, não sabem o quanto serão surpreendidos pela graça, amor e simplicidade, não sabem onde entrarão, onde comerão, onde vão morar por uma semana, meses ou anos, apenas saem de casa, cheios de sonhos, expectativas, medo, apreensão, sozinhos ou em bando.
O fato é, forasteiros ainda fazem planos, mesmo sabendo que eles com certeza serão mudados, vão a um lugar e acabam em outro, eles não tem um endereço fixo aqui, mas também não são desabrigados. Não há um só dia que o forasteiro não pense “ vou ficar aqui por pouco tempo”, alguns forasteiros são intensos, outros são detalhistas, alguns são suaves, outros profundos, alguns se adaptam de minuto a minuto, outros nunca se adaptam, alguns encaram qualquer coisa, outros temem tudo, alguns enxergam Deus em tudo e todos, outros demoram pra perceber a beleza, amor e graça de Jesus.
Forasteiros não conhecem o dia de amanhã, não são perfeitos, não tem super poderes, não são blindados, também não são abandonados, não são tão fortes, não são tão estranhos, não estão totalmente informados, mas também não são leigos, andam com mochilas e sandálias velhas, carregam experiências, histórias, emoções e lições que só se vivem uma vez na vida.
Como forasteira, não consigo lembrar as inúmeras vezes que chorei em meio a sorrisos, que gargalhei quando a coisa era séria, que aprendi a coisa mais simples em meio as pregações mais complexas, que falei sobre o amor em meio a dor, que caminhei sozinha por lugares extremamente habitados, que andei alegre enquanto precisava ser forte e que fui fraca pra depender totalmente de Deus em meio ao caos espiritual, nenhuma miséria é maior do que a espiritual, nenhuma desgraça me choca mais do que a inutilidade, nada me enobrece mais do que a fé. Não sei descrever, não conseguiria, os lugares mais diversos e paradoxais onde os meus pés já pisaram, não sei quantas vezes voltei para minhas casas temporais, pensei, orei e chorei horrores, de gratidão ou de não saber o que fazer.
Como peregrina, lembro de muitas histórias de amigos peregrinos, muitos testemunhos de pessoas que não voltaram pra casa com pés tão formosos assim, mas que ao certo voltaram mais parecidos com Jesus, mais fortes, cheios de entendimento de que a força antes de mais nada é parar e reconhecer que não é tão forte assim, que ser corajoso não é não ter medo, que obediente não é quem sai de pronto sem pensar, mas quem apesar de seus questionamentos, vai. Que missões não é tudo perfeito, bonito e emocionante como vemos nas fotos, mas é recompensador, profundo e inexplicável. Chamado não se explica, se vive.
Aos forasteiros, peregrinos, missionários que ainda não sabem por onde começar, uma dica apenas posso dar, esvazie a bagagem da última viagem, entenda e ame a estrada, porque agora, ela é o seu lar. Aos que já estão na estrada, cansados ou não, um conselho bem árcade, CARPE DIEM, a gente se encontra, numa foto, num vídeo, numa publicação, num testemunho, numa pregação, numa risada, numa notícia, enfim, a gente se encontra e se reconhece...

                                                                         comunicação Jocum Sertão
  


A sombra da Redenção

   

      Era um dia comum numa semana crucial, as atividades da escola seguiam, era inevitável não perceber o rosto pensativo dos alunos, afinal era a semana de se aproximar, reconhecer e se reconciliar com o coração paterno de Deus.
       A semana estava chegando ao final, aquele seria o último dia de ministração de aulas, os obreiros foram convidados para participar de uma dinâmica, quando chegasse a hora, o Pastor iria nos explicar do que se tratava .
    À noite nos reunimos, a dinâmica consistia em guiar os alunos por um caminho conhecido, vendados, vozes também conhecidas os guiariam pelo caminho, ministrando quem Deus é, Sua voz, chamado e direção. Outras vozes conhecidas deveriam desviar os alunos no meio da caminhada, através de ministrações contrárias às de Deus.
    Então, ao sinal de começo, os bons pastores começaram conduzindo suas ovelhas vendadas enquanto os maus pastores aguardavam em algum lugar do caminho, tão "nossa vida" essa dinâmica.
     O caminho era curto, estreito, desnivelado, com poucas curvas, levava a uma sala escura, onde havia água para lavar os pés, cadeiras, espaço, louvor e a cruz, a simples cruz de madeira iluminada por uma luz de celular.
       No caminho as ministrações iniciais deram o norte sobre ouvir e obedecer, convicção, confiança, misericórdia, graça, amor, oportunidades, justiça, lealdade... Houve quem foi ministrado enquanto ministrava, quem não se deteve no caminho, quem se perdeu muitas vezes, quem percebeu a graça, quem gritou, quem resistiu, quem reconheceu, quem se arrependeu, quem se encontrou, quem não cedeu e quem apenas seguiu.
    A sala era a chegada para todos, foi inevitável que eles e elas não se ajoelhassem, não se achegassem à cruz... ali eles foram afirmados e reafirmados, " És meu filho amado", diante da cruz.
       Enquanto cada um de nós fazíamos nosso momento com Deus, após ouvirmos e falarmos tudo o que foi dito e ouvido ao longo do caminho, naquele instante  eu estava sentada, havia feito uma oração e estava olhando para frente, a parede branca refletia uma sombra, aliás duas sombras uma estava estática, a outra se movia  num ritmo lento para frente, era uma cruz e alguém rendido diante dela.
        Literalmente a sombra da redenção, redenção é o resgate da humanidade por Jesus Cristo. No conceito Cristão os privilégios da redenção incluem o perdão dos pecados (Efésios 1:7), a justiça (Romanos 5:17) e a vida eterna (Apocalipse 5: 9,10)." A sombra me levou a pensar e repensar no poder da cruz, em quem a assumiu para a tornar o símbolo de amor, renúncia, liberdade, verdade e vida.
        A sombra... no caminho não havia sombra, era noite, estava escuro, as sombras que a lanterna produzia não chamavam atenção, era um caminho bonito durante o dia, mas naquela hora da noite nos inspirava cuidado, tantas coisas aconteceram naquele caminho, tantas histórias recordadas, tantas palavras que nos remetiam ao início,  acredito que missões seja isso, refletir a redenção, refletir o amor, a graça, a cura, a verdade, Jesus.
       Que haja sempre um caminho estreito, que haja sempre a voz do Pai nos guiando e que possamos nos render e se redimir diante dEle e que isso reflita em outros.
        
   

Preparando a Noiva


Apocalipse 19:7


     Chegamos a um tempo que percebemos o envolvimento de cristãos em muitos assuntos e polêmicas que se apresentam em nossos dias, tudo bem, a Igreja, que somos nós, não pode viver alienada em meio aos acontecimentos, mas o que observamos é o tanto de energia e tempo empregados nisso. Há tanto trabalho a fazer, há tantas vidas pra alcançar, esse deveria ser o nosso alvo maior, discipular as nações, não se deter em meio a essas distrações que tem se apresentado à nós , Igreja do Senhor, nosso alvo não pode mudar, o foco da atenção de Jesus sempre foi e é , vidas. Consequentemente, nós, sua noiva, precisamos direcionar nosso foco e energia para pessoas. A você que lê este post, fica o alerta, cuidado com as distrações, nosso objetivo maior é Pregar o Evangelho e discipular essas pessoas que alcançamos através de Jesus e do seu sacrifício.

       Já estamos nessa região do Cariri, há quase 7 anos, percebemos em nosso dia a dia, junto as pessoas que abordamos, o quanto falta de conhecimento da palavra de Deus e do Temor do Senhor. A falta do Evangelho do Reino, do amor que Jesus ensinou. Somos chamados pra viver o Evangelho de tal forma que mesmo em meio as perseguições, escândalos e esfriamento de muitos, ainda atraímos para Cristo vidas, levando-as a tomar uma decisão pela pessoa de Jesus Cristo. Não é fácil , nunca foi e nem nunca será, tal tarefa dada pelo próprio Jesus e executada por Ele ao máximo do sacrifício que poderia ser feito, mas Ele nos afirma que poderíamos fazer e que se nós crermos, veríamos a Glória de Deus. Podemos ver a Glória de Deus numa vida que se entrega a Cristo, podemos ver a Glória de Deus numa família que abre sua porta pra ouvir a mensagem da cruz. Eu te convido faça parte desse tempo , não se perca em meio as polêmicas, não faça aquilo que o noivo não te pediu pra fazer , lute por causas que valem a pena lutar, interceda por missões, faça missões, nós, Igreja do Senhor, somos chamados pra proclamar JESUS de perto ou de longe e fazer discípulos ( Rm 15:18,19 ). Somos chamados não somente pra compreender o Evangelho, mas também pra vivê-lo e anunciá-lo.

       Fernanda é do Espírito Santo, casada com Fábio, um paulista, mãe de Isabela e Pedro Samuel, missionária e implantadora de Igrejas.


A Eterna loucura ...

 
   Eles carregam consigo a força, a suavidade ou fortaleza, o riso descompromissado, a curiosidade, o dom de surpreender e encantar, o sentimento profundo de deixar marcas, de fazer história, de serem heróis e heroínas de uma geração sem grandes referenciais; 
   Ainda topam viver a loucura do evangelho, de seguir Jesus sem saber o que vai encontrar, de doar seu tempo e sua vida, como oferta voluntária e dolorosa, ainda possuem medo, mas  obedecem à mesma voz que convidou o jovem rico para uma aventura sem volta, que ele recusou, eles ainda se entregam  a um chamado para viver e ser marcado pela mensagem da cruz; 
   Marcados, marcas são o que não faltam na nossa juventude, marcas dolorosas, profundas, marcas, o desafio da missão proposta pelo Senhor, é andar com um povo que renuncie suas marcas para glorificar e atrair pessoas, isso é loucura, todos concordamos nesse ponto, " a cruz é loucura", apenas os loucos entendem, ou não, apenas se jogam loucamente...
    Meu coração arde quando o rosto deles brilha ao testemunharem suas trajetórias desde que foram chamados, é tudo tão doido, são histórias tão cheias de detalhes irreais, de coisas e situações que jamais se encontrariam normalmente, daí vem a intervenção divina e transforma tudo numa loucura, numa bagunça para nossos olhos e sentimentos, mas em plena organização para o autor do chamado.
   Não faltam confirmações, também loucas, ao longo da estrada que fica à margem e que sempre leva loucos à lugares não convencionais, aconteceu com os 12 discípulos, permanece acontecendo até hoje, eles largaram a lógica em algum lugar normal e com seus cabelos coloridos, brincos pequenos ou exagerados, maquiagem ou cara limpa, roupas folgadas ou ajustadas, sotaque de leste ao oeste, norte nordeste, sul sudeste, espalham as boas novas, dançando, escrevendo, cantando, atuando, pintando, declamando, desenhando, testemunhando, sorrindo, vivem como se o tempo não fosse passar, não se admiram com a diversidade, apenas a possuem em seu DNA, comportamento e caminhar...
   Como me constrange os seguidores visionários de Jesus, como se entregam, como pulam de cabeça no buraco negro e crêem que o chão vai chegar, para gerar vida, é preciso morrer, para crescer, é preciso descer, para conhecer é preciso mergulhar, para entender, é preciso enlouquecer...



Viva a Diversidade!


A grande maioria dos jocumeiros são verdadeiros nômades de sangue cigano. Talvez, por serem atraídos pela irresistível essência existêncial da JOCUM – o Ide de Jesus – seguido da visão das ondas invadindo os continentes e coisa e tal. De qualquer forma, o movimento diário nas bases de JOCUM é muito grande. A cada ano, o frenesi de novos formulários de alunos dos vários cursos, agita o nosso arraial. É quando, então, faz-se necessária a construção de novas acomodações e novas salas de aula. Um arrocho logístico que parece nunca ter fim. Providencia-se beliche, colchão, enxada, e pão. E, ponha água no feijão, porque chegou mais um! Mais roupeiros, manuais, murais, aventais, varais, e mil coisas mais.
E lá estão eles! São centenas de carinhas novas, bem heterogêneas. Alguns vêm de muito longe, e outros de mais perto. Uns chegam alegres, divertidos e esperançosos, enquanto outros, carrancudos e desapontados, como se tivessem errado de endereço. E há até aqueles “super santos”, que, de cara, escandalizam-se com qualquer coisa. Outros, ainda chegam ostentando, de forma despojada, seus dreadlocks, tatuagens, piercings, e um alargador 12” nas duas orelhas. Olham para toda aquela correria e, sem entender o porquê de tudo aquilo, soltam sua previsível e marota conclusão: É, maluco… O bagulho aqui é doido!!
Esse é nosso DNA. Essa é a nossa força! Diversidade é a nossa cara! Essa é a cara de nossa gente! Amo muito tudo isso!
E viva a diversidade!
Viva a diversidade de línguas, sotaques, costumes e hábitos.
Viva a diversidade de dons, de origem, de jeitos e sons!
Viva a diversidade de gente, cabelos, risadas e tons!
Viva a diversidade de raça, de cor e de nação!
Viva a diversidade de modos, valores, e unção
Viva a diversidade singela, meiga e comum!
Acolhedora como um coração de mãe,
E, por mais diferentes que os filhos sejam, sempre há lugar pra mais um.
Viva a diversidade JOCUM!
Muito Obrigado!
Um grande abraço a todos vocês!
TEXTO PUBLICADO ORIGINALMENTE EM: http://www.jocum.org.br/

Isso é Plantar Igrejas


   Falar sobre plantar Igrejas é falar sobre plantar o Reino de Deus, é dar asas ao evangelho do Reino em todos os lugares por mais remotos que sejam.
    " Plantar igrejas é a mais eficiente estratégia para discipular as nações", isso é uma grande verdade que tem impactado minha vida desde que cheguei aqui, na Jocum Sertão, em 2009, para fazer esta escola.
   Viver esta oportunidade de conhecer o lugar, interceder e buscar as estratégias de Deus para esta comunidade é apenas a primeira etapa do trabalho.
   Plantar igrejas é investir no indivíduo, ganhando ele para Cristo, discipulando, ensinando os princípios bíblicos e consolidando sua identidade no Reino. Fazendo isso com 2 ou 3 pessoas, e essas continuando o propósito, não tem erro, ali está uma Igreja. Isso é plantar Igrejas, não há nada mais gratificante do que você  fazer parte do início de um projeto tão lindo e ver isso tomar forma e de preferência, a forma de Deus.

                                                        Missionária Fernanda Coutinho Alvarenga
                                                          Secretária da ELIIG
                                                          23/09/2014



        

   
    



O Céu é para os outros


  Meus heróis não morreram de overdose. Estão bem vivos trabalhando ou morreram de morte morrida ou matada. Não se entregaram estupidamente a vícios sem sentido nem se rebelaram sem produzir nada.
  Um destes heróis acabou de partir para o Senhor. Se chamava Alberto Graham. Não era bonito nem interessante. Falava esquisito em inglês e pior ainda em português sua terceira ou quarta língua. Vestia umas roupas espalhafatosas e deselegantes, e tinha uma maneira peculiar de andar balançando para os lados como um marinheiro.
   Quando jovem recebeu um chamado de Deus para trabalhar com tribos indígenas. Se inscreveu com a esposa no Instituto Lingüístico de Verão. A missão Wycliffe treinava seus possíveis missionários no ILV, mas só aceitava aqueles que tivessem notas acima de 95%. Alberto era um cabeça torta conforme lhe explicaram os índios mais tarde. Ele não conseguia aprender. Foi-se um verão de estudos, foi-se o outro. No meio tempo trabalhava duro quebrando asfalto com britadeira. Não é a toa que a cabeça ficou torta. Fez o curso três vezes antes de passar.
  Finalmente passou e foi trabalhar entre os Sateré-Mawé no baixo Amazonas. Já contei esta história antes, talvez tenha esquecido algum detalhe, o fato é que o Alberto conseguiu comunicar Jesus aos Sateré de um jeito que Jesus não se tornou nem estrangeiro nem esquisito e irrelevante. Jesus ficou próximo da cultura e da vida diária da tribo, e Alberto foi tomado como um profeta.
  Profeta ele era mesmo e nunca se acomodou ao lugar comum. Quando eu o conheci já velho, ele era um crente diferente. Fazia amigos entre as pessoas de rua, não freqüentava igreja evangélica, ia numa sinagoga em Belém, diz ele que era pra fazer amigo, distribuía dinheiro pelas ruas a desconhecidos. Quando falava dos índios chorava como criança.
  Alberto era livre. Conhecia o amor de Jesus que não se limita à religião. Mas esta liberdade ao invés de torná-lo um libertino o tornou um escravo de Cristo. Já aos 70 anos terminou o novo testamento Sateré (talvez uma das mais demoradas traduções do Brasil), e foi trabalhar em outra tribo, depois em outra. Alberto e Dona Sue sua esposa nunca pensaram que já tinham feito o suficiente. Eram simplesmente servos trilhando o caminho da obediência.
  Há alguns dias atrás eu soube que o Alberto partiu. Me fez pensar na herança que deixou para todos os que o conheceram e no que talvez signifique para nós o fim de uma era. A nossa formação evangélica hoje nos educa para gozarmos a vida em Cristo, não para perder a vida com Ele. Muito jovens que acompanhei conseguem ir até a entrega, mas esperam nas emoções que sentem a força pra continuar. E as emoções vêem controversas, uma hora te estimulando a ir pra frente, na maioria das vezes te chamando pra trás.
  Ouvi outro dia um hino adaptado por uma banda de rock cristã, era um daqueles hinos antigos que falam do céu. O céu é um lugar feliz onde está Deus. Muita gente se liga nas tais das ruas de ouro. Eu tenho ojeriza de pensar numa rua de ouro e muros de pedras preciosas. A metáfora é um tanto absurda que certamente não se refere a nada que conhecemos aqui na terra. Imagine a dificuldade de se descrever algo que nunca se viu antes. Ouro transparente foi o mais próximo que João conseguiu chegar. Mais importante que o esplendor pra mim seria o fato de que a cidade é pura luz, sem que haja nenhuma iluminação a não ser a luz do Cordeiro. Do Cordeiro não do Leão. Não há cantos escuros nela, não há esquecidos. A cidade também não fecha suas portas, nela não há segredos, ou exclusão e não há términos.
  O conjunto jovem se deteve por vários minutos no refrão que enfatizava meu desejo pela cidade celestial. Não consegui cantar. O Alberto tinha morrido. Não quero a cidade pra mim. Não a desejo para me aliviar de minhas mazelas. A quero para os outros. Quanto tempo você cantaria se o hino dissesse que o céu é para os outros? Quero o céu para os excluídos, o quero para os que sofrem , o quero para os sem esperança. E por causa disto estou disposta a viver aqui o inferno. O inferno verde, o inferno de mosquitos o inferno de desconforto de décadas de dedicação aos mais pobres dentre os pobres. Foi-se Alberto para a cidade depois de 50 anos de inferno verde. Salve, herói da fé que entendeu que o meu inferno é céu dos outros.
Autora: Bráulia Ribeiro

Mantenha o foco


       Hoje fizemos a intercessão matinal da base, baseada nos princípios de intercessão, após orarmos, aguardamos Deus compartilhar carga conosco, entre as cargas, Deus trouxe para uma das obreiras a palavra FOCO, e ela começou a perguntar a Deus onde na Bíblia, o Senhor estava falando sobre isso, e em Provérbios 4: 20 - 27, ela entendeu em Deus, o porquê FOCO.
      20. Preste atenção, me ouça
      21. memorize, não negligencie
      22. a palavra de Deus gera vida, sabedoria
      23. não seja maledicente
      24. Não tenha motivos dos quais se envergonhar, mantenha o foco no alvo, avance
      25. Observe por onde anda, seja sensato, não perca o alvo
      26. Não perca o foco;
    Á medida que lemos Provérbios, observamos as instruções, no capítulo em questão, acompanhamos o cuidado de um Pai com um filho, quem ama orienta, este é um princípio encontrado de Gênesis à Apocalipse, "Não perca o FOCO",  Deus tem compartilhado com seu povo desde o início, que não faltam motivos, problemas, dificuldades, ondas gigantes, perseguição, tentação, engano, enfim, para nos tirar do caminho, reclamarmos, murmurarmos ou mesmo falarmos mal de tudo e todos, incluindo Deus.
    Como realmente cremos que Deus tem nos dado aqueles velhos alertas para não desviarmos o caminho, há alguns dias, outra obreira trouxe outra palavra muito interessante sobre alguém que não perdeu o foco, que foi tentado, entre todas as tentações, com a de não precisar se sacrificar, mas que tinha as palavras do Pai guardadas no coração, ele ouviu, prestou atenção, manteve o foco, olhou pra o alvo, e permaneceu com os olhos fixos, quando o tempo de atingir o alvo em cheio, chegou, ele não titubeou, mesmo com todos os conflitos emocionais que lhe cercavam, ele disse sim.
        Em João 12, Jesus fala sobre a renúncia e o alvo, discipulado e cruz, glória e morte, amor e foco,  quando falamos em foco, chegamos até a visualizar tudo embaçado ao redor daquilo que elegemos como alvo, mas quando não guardamos as palavras no coração, começamos a enxergar o alvo embaçado e tudo ao redor bem nítido, Jesus afiou o foco, do início ao final, de fato, quem ama orienta, mas aprendemos com Jesus, que quem ama obedece. Jesus sabia o que era a morte por crucificação, sabia o que dizia em Provérbios 4 e deu vida à essa palavra, glorificado é.

       Motivo para interceder: que não percamos o foco no caminho;

O Medo de mergulhar no desconhecido!


  
  "Coragem! Quanta coragem...". Quantos de nós já disparamos essa frase para alguém que nos contou um testemunho pessoal e falou basicamente sobre ter deixado tudo, trocado a estabilidade pela instabilidade, a zona de conforto pelo campo missionário, a cama aconchegante por uma beliche bem usada, o certo pelo incerto, o que ama pelo que precisa amar, os seus sonhos por um desafio, sua vida pela vida de Jesus em você, seu controle pelo Reino de Deus.Quantos? Quantos de nós já ouvimos a respeito de nossas histórias em missões, depois de horas conversando sobre ter aceitado o chamado apesar de ter todos os motivos pra dizer, não! Quantos?

  Coragem. Consideramos corajosas pessoas sem medo - aparentemente sem medo. Todo mundo que não sabe o que vai encontrar pela frente tem medo. Medo de,de repente, ter feito a escolha errada, medo de ter cedido a uma fantasia, medo de estar fugindo, medo de ter ouvido sua própria voz e não a de Deus, medo do famoso e gigante "DESCONHECIDO".

   Quando Paulo viu um monumento dedicado ao Deus desconhecido, ele deve ter pensado: "Essa é minha oportunidade de falar do Deus que tenho conhecido, eu vou lá!". Paulo apresentou Deus a partir do desconhecido.Para isso, alguns anos antes, ele caiu do cavalo e encontrou Aquele a quem perseguia sem conhecer.Foi preciso que ele tivesse ousadia para matar, para dizimar da terra aqueles que insistiam propagar o nome de Jesus.O ódio que Paulo tinha pelo Cristo que não conhecia se transformou em um amor incondicional pelo Cristo que conheceu, pelo Jesus que prosseguiu em conhecer. Ele teve coragem de mergulhar no desconhecido e não se arrependeu.
    O medo está muito relacionado a perder o controle, a fugir dos padrões e regras tão conhecidas por nós.O medo do novo - se é novo não conheço. Deus sempre diz: "Não temas", mas insistimos tanto em sermos parados por experiências dos outros, por influências, por aceitar e se conformar com o que vemos! O medo é instintivo, mas não é maior do que a minha escolha de transpor o invisível.
    Ouvir Deus é de fato um passo rumo ao desconhecido - para então conhecê-lo.Será que Deus não conhece o desconhecido? Será que Deus mora no desconhecido? Será que Deus vai me segurar? Será que Deus realmente me chamaria para viver sem as minhas rédeas?
     Deus é muito organizado - mesmo quando não entendemos absolutamente nada do que Ele está fazendo - mas Deus nunca perde o controle. O mesmo Deus que é organizado, é educado. Ele propõe. Faz uma proposta e diz: Eu te chamei não pra te enviar, mas para ir com você - se você quiser ir comigo.
     O desconhecido que Deus conhece é surpreendente, desafiador, inusitado, real e ninguém se arrepende de conhecer. Jesus pode repreender até o medo, mas Ele não faz isso. Ele nos ensina a escolher, a ouvi-lo em meio à tempestade, a olhar para Ele mesmo quando pensamos que Ele não sabe como dói fazer escolhas - e escolhas não comuns – ou como é difícil escolher, mesmo com medo, o desconhecido.Às vezes subjugamos tanto a Jesus!
    Coragem é o que desejo. Não para dizermos amém sempre que ouvirmos alguém que escolheu a porta negra, mas para ser um ato, apesar do medo, de ir e conhecer o desconhecido.


 Por:  Ticila Alves